Samuel LeitePersona é a representação semifictícia do seu interlocutor ideal: a pessoa que você quer que leia seu conteúdo, responda ao seu outreach ou avance no seu funil comercial. Diferente do ICP, que descreve a empresa ideal, a persona descreve o indivíduo dentro dessa empresa: seus desafios cotidianos, as perguntas que pesquisa, as frustrações que carrega e os critérios que usa para tomar decisões.
No LinkedIn, a persona orienta desde a headline do perfil até a pauta de conteúdo. Se a persona é um CFO de empresa de médio porte avaliando tecnologia para reduzir custo operacional, o conteúdo que faz sentido falar é sobre ROI, payback e risco de implementação, e não sobre funcionalidades técnicas ou casos de uso para startups. Essa calibragem muda completamente o tipo de atenção que o perfil atrai.
A construção de persona para LinkedIn tem uma fonte de dados privilegiada que muitos ignoram: os próprios comentários, DMs e perguntas recebidas na plataforma. Quem já tem presença ativa consegue identificar padrões de dúvida e linguagem do público real, o que é muito mais preciso do que persona construída em workshop com post-it.
Personas também evoluem com o posicionamento. Um profissional que reposiciona de generalista para especialista em nicho vai precisar recalibrar a persona para refletir o novo interlocutor. Manter a persona desatualizada é um dos motivos mais comuns para conteúdo que performa bem em métricas de vaidade mas não gera oportunidade comercial real.