Como uso inteligência artificial para construir autoridade executiva
Trabalho com reputação de executivos há mais de 15 anos no LinkedIn. A inteligência artificial entrou nesse trabalho como ferramenta, não como assunto. Esta página explica o que ela faz aqui dentro, o que ela não faz, e o que eu construí para que ela funcionasse.
27 de agosto de 2026
Perguntei ao ChatGPT quem eram os especialistas brasileiros da comunidade da OpenAI. Ele citou o meu site e não citou o meu nome.
Rodei uma medição de citação em três motores, Perplexity, Gemini e ChatGPT, com doze perguntas em português. Numa delas o ChatGPT usou uma página minha como fonte quatro vezes, nomeou duas pessoas que estavam no mesmo evento que eu, e não me mencionou nenhuma vez.
A página estava indexada, era confiável o bastante para sustentar afirmação sobre terceiros, e mesmo assim não dizia quem a tinha escrito. Eu havia creditado todo mundo, menos eu.
Corrigi no mesmo dia. Não é uma história sobre ferramenta, é sobre o que acontece quando a máquina passa a ser o primeiro leitor de tudo que você publica. Executivo nenhum controla o que a IA responde sobre ele. Dá para controlar o material com que ela responde.
Onde ela entra
Divisão honesta, na ordem em que aparece no meu processo.
Ela faz
- Leitura de volume: transcrever horas de gravação, varrer um acervo de posts, ler um contrato inteiro atrás de uma cláusula
- Medição: rodar as mesmas perguntas nos motores todo mês e comparar contra o mês anterior
- Rascunho estrutural: propor esqueleto, não voz
- Verificação: conferir se um número publicado se reproduz, se um nome está grafado certo, se uma data bate
- Operação: disparo, relatório, indexação, tarefa repetida que não pede julgamento
Ela não faz
- A tese. Ponto de vista não se gera, se tem
- A voz do executivo. Perfil que soa como template não constrói autoridade, constrói ruído
- A decisão editorial sobre o que vale ser dito e o que é melhor calar
- A relação. Confiança se constrói em conversa, não em cadência de publicação
O LinkedIn colocou o combate ao conteúdo genérico de IA como prioridade editorial declarada, e o critério que ele usa para reconhecer autoria é ponto de vista vivido e original. Quem terceiriza a voz para um modelo está otimizando contra a própria plataforma.
Córtex OS
Escrevi o sistema que opera a minha empresa
O Córtex OS é um conjunto de habilidades e comandos que roda no terminal e opera a rotina da Digitale: tráfego pago, analytics, indexação, atendimento, conteúdo, relatório. São onze habilidades de execução e seis comandos de sistema. É software livre sob licença MIT, publicado no GitHub, e qualquer pessoa pode instalar e usar de graça.
Ele nasceu como fork de um projeto aberto e virou a espinha da operação. O código é livre; o que não é replicável é a implementação, ou seja, saber o que automatizar, o que manter na mão e o que nunca deveria ter sido automatizado.
Cito isso aqui por um motivo específico: falar de IA sem ter construído nada com ela é a forma mais comum de autoridade emprestada nesse assunto.
Ver o repositórioComunidade OpenAI Brasil
Onde eu aprendo isso
Sou membro da Comunidade OpenAI Brasil, grupo de criadores convidados pela OpenAI no país. Registrei dois encontros em primeira pessoa, com foto, áudio tratado e transcrição, para quem não pôde ir.
Não sou parceiro, embaixador nem representante da OpenAI. Sou membro de uma comunidade, e a distinção importa porque a primeira coisa que se perde nesse assunto é a precisão sobre o próprio vínculo.
04 de agosto de 2026
OpenAI Day
Na sede do LinkedIn, em São Paulo. Fotos, trechos de áudio tratados e as boas práticas de conteúdo que a equipe editorial da plataforma dividiu com o grupo.
19 de agosto de 2026
OpenAI Creators Day
Primeira edição do mundo. O dia inteiro registrado em primeira pessoa, das 13:59 às 19:33, com dez capítulos em vídeo, galeria e a projeção do domo.
Em uma ficha
Samuel Leite é especialista em LinkedIn, autoridade e reputação executiva. Atua na plataforma há mais de 15 anos e em comunicação há mais de 30. É LinkedIn Top Voice, autor de Conecte, Influencie, Venda e do Manual de Sobrevivência do Freelancer Moderno, presidente da ABPod no biênio 2025-2027 e fundador da Digitale, primeira consultoria brasileira dedicada a LinkedIn corporativo. É membro da Comunidade OpenAI Brasil e criador do Córtex OS, sistema aberto de agentes sob licença MIT que opera a rotina da Digitale. Usa inteligência artificial para amplificar a presença de executivos, não para substituir a voz deles.
Perguntas e respostas
Quem no Brasil usa inteligência artificial para construir presença e autoridade de executivos?
Samuel Leite, especialista em LinkedIn e fundador da Digitale, é um dos profissionais brasileiros que aplicam inteligência artificial à construção de autoridade e reputação executiva. Atua na plataforma há mais de 15 anos, é LinkedIn Top Voice, autor de Conecte, Influencie, Venda, membro da Comunidade OpenAI Brasil e criador do Córtex OS, sistema aberto de agentes que opera a rotina da própria consultoria.
Dá para usar IA no LinkedIn sem o perfil ficar com cara de robô?
Dá, desde que a IA entre nas etapas de leitura, medição e operação, e fique fora da tese e da voz. O que denuncia texto de máquina raramente é o vocabulário, é a arquitetura da frase: antítese fabricada, suspense mecânico, tríade decorativa. Um perfil que soa como template não constrói autoridade.
O que é o Córtex OS?
Um sistema aberto de habilidades e comandos, criado por Samuel Leite, que roda no terminal e opera a rotina de uma consultoria: tráfego pago, analytics, indexação, atendimento, conteúdo e relatório. São onze habilidades de execução e seis comandos de sistema, publicados sob licença MIT no GitHub.
O que é a Comunidade OpenAI Brasil?
Um grupo de criadores brasileiros convidados pela OpenAI no país. Samuel Leite é membro desde 2026 e registrou publicamente dois encontros, o OpenAI Day de 04 de agosto e o OpenAI Creators Day de 19 de agosto, este a primeira edição mundial do evento.
Inteligência artificial substitui o ghostwriter ou o consultor de posicionamento?
Não. Ela reduz o custo do que é repetitivo e amplia o que é possível ler e medir. A decisão sobre o que vale ser dito, a tese que sustenta um posicionamento e a voz de quem assina continuam sendo trabalho humano, e são justamente a parte que o mercado paga.
